quinta-feira, 19 de abril de 2007

Nos lábios, um sorriso acolhedor

Deu alguns passos, olhou para o céu. Aquela lua que ela tinha vista pela janela estava realmente grandiosa. Andou até o fim da calçada, e ficou ali olhando aquela imensidão de água.
E sua mente viajou pelas profundezas do mar.
Viu cada coral, cada cardume que nadava num destino desconhecido.
Viu as medusas e as esponjas marinhas.
Lembrou da história da "Pequena sereia".
Essas histórias eram boas para estimular a criatividade das crianças.
Havia uma leve brisa no ar.
Ela olhou para o bar do qual acabara de sair.
"Uhm... por que não uma caipirinha?"
E voltou pra dentro do bar.

Foi aí que reparou que havia um espaço preparado para o músico da noite. É, haveria música ao vivo. Ótimo! Ela adorava.
Chamou o garçom e fez seu pedido.
22:10 h.
O músico começaria a tocar às 22:30 h.
Estava quase na hora.
O que fazer enquanto a caipirinha não estivesse pronta?
Olhou para sua bolsa. Pegou o celular e começou a passar os números. Um após o outro. Deletou o número do cara que lhe dera o bolo da noite. Ela valia mais que isso.
E foi recordando de cada nome, cada rosto, cada momento.
A caipirinha chegara. E ela continuara naquele exercício.
Uma história. Mais uma história. Mais outra.
Como sentia saudades daqueles momentos que ela estava recordando.
Precisava fazer isso mais vezes.
Estava sorrindo sozinha. Sabia que vivera. Que não se arrependia de nada.
Guardou o celular e ficou a olhar o mar, bebendo seu drink, lendo o livro da sua vida.
Nem percebera que o música já começara seu show e que o seu sorriso despertava a atenção de quem passava por sua mesa.

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