"Talvez seja melhor eu ir embora". Sentia que talvez estivesse julgando mal as coisas. Sabia que não devia beber muito, ainda mais sozinha. No momento, não via nada de errado no que estava fazendo ou planejando fazer. Mas em seu íntimo, suas expeiências passadas diziam que não deveria confiar no próprio bom senso.
"Não vou continuar aqui, já cai no chão, aquele músico vai me seduzir, não sei se quero isso."
"Claro que quero isso."
"Não confio em você!"
"Você está confusa"
"Melhor ir embora"
"Sozinha? De novo?"
"Deve ter acontecido alguma coisa com Cláudio"
"Aqueles olhos..."
Uma idéia surgiu em sua mente, e ela decidiu seguí-la. Pegou um papel - uma nota fiscal - em sua bolsa, uma caneta, e anotou seu nome e seu celular. "Hoje não vou tomar decisões importantes, mas amanhã já poderei..."
Saiu do banheiro discretamente e foi direto até o balcão do bar. Fechou sua conta, pagou tudo, mal foi vista. Antes de sair, passou pelo lado do palco e colocou a nota suavemente ao lado de uma caixa de som. O músico a olhava, ela retribui o olhar rapidamente, depois virou-se e saiu, concentrada para não cair do salto.
Ao sair do bar, sentiu-se idiota, voltando para casa sozinha, bêbada, e depois de seduzir um cantor de bar. Poderia pegar um táxi, mas deixou suas pernas conduzirem até onde elas quisessem. "Vamos, para casa, acho eu".
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
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