A segunda caipirinha estava boa. O gin nem tanto, e foi por isso que pediu a terceira caipirinha. Mal chegara sua bebida quando um rapaz sentou-se em sua mesa. Uma esperança incontrolável a dominou. "Cláudio!". Mas não era. Teve que encará-los por segundos para perceber que a música havia parado e que o artista estava a sua frente.
- Distraída?
- Pois é.
- Nem percebeu nada.
- Eu te conheço?
- Ainda não.
Estava com um pouco de raiva. Há um minuto criara a ilusão de que esquecera de Cláudio, e a aparição do novo rapaz a fez perceber o quanto ainda o desejava. E ao desejar Cláudio, desejou não desejar, e observou o cantor. Percebeu seu cabelo liso e loiro, na altura do nariz. Era alto e mais forte do que Cláudio. Tinha charme. Na testa, maquiagem escondia uma espinha.
Ela riu. Ele sorriu. Ela olhou para o seu sorriso. "Tudo bem, me convenceu", pensou, tão fácil estava depois de tanto beber.
- O que eu deveria ter percebido?
- Dediquei duas músicas a você, e te observo desde que cheguei.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
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