Depois daquela frase e do choro inocente, Flavia finalmente decidiu tomar uma atitude.
Olhou bem nos olhos de Eduardo e lhe disse decidida:
- Muito bem Eduardo. Está na hora de você se recuperar. Minha casa fica a duas quadras daqui, e pelo jeito você não quebrou nenhuma perna. Sendo assim, você vai pra lá, deitar no sofá e descansar. Faltam pelo menos 3 horas para que alguém na sua casa acorde. Vamos!
- Não, não, não precisa. Eu ficarei bem aqui.
- Eu não disse que você teria escolha. Então ande.
Sem ter forças para entrar em discussão, e sabendo que se ficasse ali, passaria longas horas sob o sereno, concordou com Flávia, sem mais questionamentos.
O caminho até a casa dela foi marcada pelo silêncio.
O único ruído que se ouvia eram os passos de ambos.
Eduardo olhava para o chão, sem muito interesse por nada. Apenas olhava.
Flávia caminhava angustiada, fitando o rapaz ao seu lado de tempos em tempos. Sem saber o que realmente estava fazendo. Não sabia qual seria sua próxima atitude. Não sabia como reageria a qualquer ato que o outro tivesse. Dizer-ia-se até que estava com um pouco de medo. Mas algo lhe dizia que aquilo era o certo a fazer.
Pensou, "O certo a fazer...". Se olhasse para trás e visse cada dia que se passou, ela seria a última pessoa que poderia opinar na coisa certa a ser feita. Mas agora ela teria uma nova chance de recomeçar.
Chegaram ao apartamento de Flávia.
- Entre. Fique a vontade. Eu vou preparar um café.
Ele sentou-se no sofá, olhou em volta, admirou o ambiente e voltou a sua realidade. "O que eu fui fazer?".
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