segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Argentino traficante

"Droga, acho que vou ter que matar esse homem." pensava Jonas, enquanto dirigia, tremendo ao volante. "Acho que é o mais fácil" detestava Vinicius por tê-lo abandonado. "Mas eu não sou assassino, porra..."

A sirene que ouvira logo ficou para trás, pediram os documentos, e só. mas o susto fora grande. Agora rumava para a Universidade. Conhecia Patrício, o argentino que vendia drogas nas festas de universitários. Ele certamente saberia como lidar com o corpo. Para sua sorte, havia uma festa no campus. Era previsível, num sábado a noite.

Estacionou o carro dentro do estacionamento do campus, e abriu o porta-malas. O músico ali estava, em outra posição, teria se mexido sozinho ou pelas curvas da estrada?

- Como você está? - E na ausência de resposta, Jonas sacudiu o rapaz. Parecia péssimo, os olhos não estavam completamente fechados, mas parecia inconsciente. Como se Jonas não estivesse nervoso o suficiente, esfregou a mão no próprio rosto várias vezes, como se lavasse o rosto pela manhã, para acordar. Xingamentos passavam por seus pensamentos e alguns escapavam pela boca.

Fechou o porta-malas e saiu caminhando pela festa. Não seria fácil encontrar Patrício de noite, com tanta gente. Mas era necessário. Assim sua vida poderia voltar ao normal. E buscou incansavelmente pela pouco familiar feição do argentino, até perceber que havia bebida forte e barata a venda.

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